segunda-feira, 23 de março de 2015

Croquis do sector Sol Poente, Poios

Para começar, pedimos as mais sinceras desculpas pela tardia informação das atividades de equipamento realizadas em Poios, mais concretamente num sector esquecido, o "Sol Poente", no final do verão passado. 

Fica um comunicado, a toda a comunidade de escaladores, da parte da Irmandade da Topalhada.

Seguindo a onda dos ministros portugueses, a Irmandade da Topalhada vem admitir falhas no último programa de equipamento realizado na Serra do Sicó, mais especificamente no sector “Sol Poente” e pedir aos senhores escaladores as respectivas desculpas pelo facto de os equipadores terem assassinado algumas linhas que apenas os próprios as viram num raro momento de lucidez, os tops não serem todos de mosquetão e as presas não terem t-nuts para que se possam apertar.

Fica o agradecimento aos pioneiros deste sector: Nuno Soares “Larau” e companhia, Sérgio Martins, Luís Oliveira e José Abreu, que foram colocando cordinos, entaladores e chapas desde a última década do século passado até ao ano 2007. Em junho e julho deste ano, aproveitando as ancoragens de acesso deixadas pelos pioneiros, um grupo de Sicókillers, deram início a um assassinato de vias em massa. A sua identificação foi camuflada pelo facto de comunicarem por código como: Crocodilo, Rodas, Shákardi…

Isto só foi possível porque continua a haver grupos de interesses que financiam estes terroristas e lhes fornecem equipamento, bem como de escaladores e fornecedores de material que disponibilizam a um preço especial.

A Sicóleaks descobriu que esta última acção foi financiada devido à oferta de 100 plaquetes e de 26 com argolas, em inox, por parte do Clube de Montanha da Figueira da Foz e do Núcleo de Escalada de Soure. No seguimento desta contribuição, foram angariados fundos em nome da Irmandade da Topalhada, pela ala mais extremista desta instituição, para a aquisição de pernos. Assim, como cúmplices estão identificados os escaladores: Nuno Oliveira “Magno”; Bruno Cochofel; Ana Catarina Adão; João Sabogueiro; Raquel Carvalho; Sérgio Sá; Natália Pereira; Luís Belo; Luís Oliveira…

A Irmandade da Topalhada em comunicado refere que espera que o número de cúmplices não venha a aumentar e que não se deixarem levar pela onda da sua ala extremista, com uma contribuição máxima de 10 “pernos”. Refere que esse financiamento apenas serve para alimentar um grupo de terroristas cobardes e sem “escopros”… desculpem, escrúpulos, uma vez que só se metem com vias novas. Aproveitaram também para dar a conhecer aos presentes os seus futuros projectos que passam mais pela parte social, em cuidar das vias velhas e que a Catalunha obtenha independência e seja colocada de lado por Espanha, como fez com Portugal.

Ficam também agradecimentos às ofertas em género inox, por parte de: Carlos Belo, Marco Cunha; Rodrigo Lemos “Rodas” e Filipe Cardinal. Queríamos também agradecer à Loja Tobogã (http://www.toboga.pt/portal/pt/), pelas condições especiais de aquisição do material e ao Bruno Gaspar, pelo facto de ter motivado os equipadores com um contentor de equipamento financiado pelo Clube de Montanha da Figueira da Foz e Núcleo de Escalda de Soure. Embora há quem diga que ele com as suas influências aristocráticas, fez foi mesmo um desvio do contentor que era para ser enviado para as tropas do Hitler (paciência, vais ter que meter zincado).

Em comunicado de última hora, a Sicóleaks refere na sua página que conseguiu descodificar a identidade dos responsáveis por estes atentados, deixando os seus nomes na sua página para que saibam quem devem insultar. Assim constam na lista: Marco Cunha, Rodrigo Lemos “Rodas”, Filipe Cardinal e Nuno Capela. Contaram ainda com a preciosa ajuda de Carlos Belo e Ricardo Sequeira. Ficam também os agradecimentos aos escaladores que têm vindo a frequentar o sector e que tem dado o seu contributo para que os acessos ao mesmo possam ser mais dignos desse nome.

No entanto, refere que por uma questão de prudência deverá ser mantido em vigor o regime instalado pelos equipadores, ou seja o principio do utilizador/escovador e na presença dos equipadores, embora possam tecer criticas, estas terão que ser sempre num rácio de 1 para 3 elogios, sendo que crítica não se poderá sobrepor ao elogio mais modesto.
Recomenda-se o uso de capacetes ou bunkers blindados para o assegurador.

Deixa duas no top…
… e mantém a corda tensa como uma harpa.

Irmandade da Topalhada

(Comunidade de Escaladores)



3 comentários:

Anónimo disse...

Antes dos pioneiros indicados nos texto, existem uns 2 pioneiros de Coimbra que, no início dos anos 90, abriram neste sector a via 21 (se calhar ainda lá ficou algum pitão e maillon). Agradeço terem deixado a referida via para ser realizada em clássica. Foi-lhe dado o nome "Proibida a Pastagem" (V).
JP (e PSantos)

Anónimo disse...

Obrigado pela informação a acrescentar. Quanto me pareceu por observação (pois não repeti a via) encontra-se na via pelo menos os "spits" da primeira reunião (pois creio que pela informação obtida que a mesma tinha dois largos), um cordino numa ponte rocha e um "stopper" "perdido". A via mantém-se para ser escalada no estilo de abertura e espero que assim continue por respeito pela escalada e pelos "pioneiros".
mc

Hugo Gonzalez disse...

Boas malta, antes de mais os meus parabéns pelo trabalho desenvolvido.
Este fim de semana desloquei-me ate Poios com mais uns colegas de Viseu, como estava muito calor e muita gente no "micro-ondas" fomos até ao "sol poente" onde verificamos que na via "tiro colateral - V+" faltavam as três primeiras plaquetes. Não sei se ja tinham esta informação mas como não encontrei informação sobre, resolvi partilhar/informar.
Boas escaladas
Hugo Gonzalez