terça-feira, 1 de outubro de 2013

"Sonhos Intermináveis", o relato


De 15 de Agosto a 15 de Setembro, Daniela Teixeira e Paulo Roxo, certamente os dois alpinistas mais obstinados do nosso país, embarcaram numa nova aventura nos himalaias do Karakorum, Paquistão. Esta foi, sem dúvida, aquela em que o sucesso abriu as portas, coroando esta dupla, com uma magnífica ascensão a uma montanha virgem nos himalais.   Esta foi, uma atividade de pura exploração, que marcará a história do alpinismo nacional e, que decerto irá inspirar outras cordadas.

Paulo Roxo e Daniela Teixeira pouco antes de embracar
Fica o relato...

O sonho de escalar num dos vales mais espectaculares do Paquistão ganhava cada vez mais forma, à medida que o dia da partida se aproximava.
No entanto, inesperadamente, alguns factores de instabilidade alteraram radicalmente o rumo dos planos. E, tal foi a alteração que, apenas nos decidimos a ir, uma semana antes do dia marcado para o voo. Quase nos surpreendemos, quando nos apercebemos que afinal de contas, iriamos mesmo iniciar a nossa nova aventura nas magníficas montanhas do Karakorum.
Uma das condições auto-impostas ainda em Portugal, seria a de esperar o tempo que fosse necessário para garantir o transfer de avião entre Islamabad e Skardu, a capital do Baltistão e ponto de partida para as montanhas. Desta forma, evitaríamos a infame Karakorum-Highway, e mais de 20 horas seguidas de estrada de curvas constantes, trepidação, pó e perigos vários, entre eles, despistar-nos num troço qualquer sem barreiras de protecção e despenhar-nos, lá bem em baixo, nas águas bravas de um rio indomável, proveniente dos glaciares dos Himalaias.
Desde Islamabad os aviões navegam “à vista” pois, o aeroporto de Skardu não possui radar, o que equivale a dizer que, em caso de mau tempo, os voos são cancelados.
Ao segundo dia de mau tempo, como tínhamos fogo no rabo, decidimos meter-nos à estrada e mandar às favas a nossa própria promessa de esperar. Apesar da patente tensão que notávamos nas caras dos polícias, sitiados nos inúmeros postos de controlo, a viagem interminável de 25 horas até Skardu, fez-se com relativa tranquilidade.
No dia 22 de Agosto iniciámos a caminhada de aproximação através de um vale permanentemente ladeado por paredes de granito impressionantes. Finalmente, adentrávamos no vale mágico do Nangma. Dois dias de caminhada aprazível colocaram-nos no local escolhido para campo base, mais ou menos aos 4200 metros de altitude.
Após descarregarem todo o equipamento e ajudarem a montar as tendas, os carregadores voltaram pelo mesmo caminho de subida, não sem antes, receberem a respectiva gorjeta, como mandam os costumes já assimilados, de forma não oficial, pelas expedições.
Desta forma, assentámos base, quatro solitárias figuras constituídas por mim, pela Daniela, pelo cozinheiro (e amigo de outras datas) Altaf e… o seu filho de 13 anos, Alam, que subiu todo contente e animado, a puxar uma trela atada ao pescoço de uma cabra, como se se tratasse do seu cão de estimação. O sorriso permanente de Alam, também se devia ao facto de saber que não iria à escola durante uns 25 dias, o tempo calculado de permanência no campo base.
Dois meros dias de campo base bastaram para nos pormos a mexer em direcção ao nosso objectivo, que até essa data era bastante difuso, mesmo inexistente. Como as informações de que dispúnhamos eram bastante reduzidas, teríamos de realizar uma verdadeira actividade de exploração. E isso constituía, na verdade, um dos principais atractivos da nossa expedição. Tínhamos ali a oportunidade de viver uma autêntica expedição de descoberta. Um privilégio já muito raro no mundo e nos dias que correm.
Atravessámos terreno incómodo de blocos instáveis e, após algumas horas, chegámos ao sopé de um glaciar sem nome. Imediatamente divisámos a “Dream line”. No fundo do vale, ali estava uma montanha soberba com uma linha imperdível. Uma aresta enorme, aparentemente desprovida de perigos objectivos. Uma daquelas vias que salta imediatamente à vista. Em toda a área, sem sombra de dúvidas, aquela era: A VIA!
Entusiasmados, montámos a nossa pequena tenda no início do glaciar. Nos dois dias seguintes, realizámos o reconhecimento e escalámos a primeira parte da via, terminando num colo evidente aos 5700 metros. Uma primeira parte de trepada com alguns passos mais complicados, que realizámos em ensamble, conduziu a uma secção mais empinada que nos obrigou a realizar seis lances encordados, constituídos por gelo até 65º e escalada mista fácil, mas precária. Baptizámos o colo com o nome “Alam”, como uma dedicatória ao filho de Altaf, que nos esperava, ansioso, no campo base.
Paulo na aresta de xisto, antes do colo Alam
Considerámos que duas noites acima dos 5000m e um “toca e foge” aos 5700m, talvez fossem suficientes como aclimatação, antes de realizar uma tentativa ao cume do Kapura. Restava-nos apenas esperar por um período de tempo estável.
No dia 31 de Agosto, realizámos uma prévia tentativa, imediatamente fracassada pelo mau tempo. No entanto, serviu para passar mais uma noite acima dos 5000m, o que acabou por constituir uma mais-valia para a nossa aclimatação.
A verdadeira oportunidade chegou após recebermos uma mensagem no telefone satélite enviada pelo Vitor Baia, desde Portugal. A mensagem dizia: “Previsões fáceis. Bom tempo e vento fraco do dia 4 a 10 de Setembro”. Esta certeza do Vitor (já considerado por bastantes alpinistas como um dos melhores do mundo no campo das previsões meteorológicas aplicadas à montanha) foi o pontapé de confiança necessário para realizarmos uma decidida tentativa de cume.
Por volta das 3.30 da manhã do dia 6, iniciámos a escalada dos primeiros 500 metros da via, repetindo o mesmo itinerário até ao colo Alam.
Bivaque no colo Alam
Passámos parte da manhã a tentar aplanar uma exígua plataforma de pedras de forma a colocar a mini-tenda. Finalmente, utilizando algumas lajes de pedra e preenchendo as lacunas com neve, lá conseguimos transformar aquele troço estreito de aresta, numa pequena base suficientemente grande para permitir duas pessoas deitadas. Um dos lados da tenda pendia para o vale do Charakusa, o outro, para o vale do Nangma. Naquele pouso de passarinhos tornou-se evidente que teríamos de dormir encordados e seguros ao pequeno rochedo que aflorava na aresta.
Precipicio para o Vale de Charakusa, bivaque Alam
Às 1.30 da madrugada do dia seguinte, iniciámos ascensão da segunda parte da nossa via, em direcção ao cume da montanha. Na escuridão da noite sem lua o nosso mundo reduzia-se apenas ao círculo de luz alcançado pela lanterna frontal. A escalada decorreu de forma mecânica, quase sempre em técnica de “piolet-tracção” pois, debaixo de uma fina capa de neve, o gelo encontrava-se duro como betão.
Daniela no dia de cume
500 metros de escalada conduziu-nos a uma banda de rocha intermédia que corta a parede na horizontal. Por cima das nossas cabeças, tínhamos uma parede vertical. A solução seria realizar uma longa travessia para a direita de forma a encontrar uma passagem possível. Decorreram alguns lances com passos de misto delicado. Os crampons gancheavam nervosamente em rocha, por debaixo de uma neve inconsistente. Nesse momento, agradecíamos a experiência em escalada mista, adquirida na “nossa pequena” Serra da Estrela. Felizmente, fomos encontrando locais decentemente sólidos para montar reuniões, recorrendo sobretudo aos pitons de rocha.
Daniela no dia de cume 
Paulo no dia de cume
Daniela no dia de cume
Após as travessias, alcançámos a segunda grande vertente, que conduziria ao cume.
A dúvida assaltava-nos. Passava das duas da tarde, um horário bastante tardio para uma escalada daquele género. Uma descida nocturna era cada vez mais evidente. O maior problema consistia em atravessar durante a noite a banda de rocha, uma vez que seria muito difícil, senão impossível, refazer todas as travessias da ascensão. A descida em rapel teria de ser realizada “a direito”, cruzando terreno desconhecido, sem saber se iríamos encontrar bons locais na rocha para equipar as reuniões.
Paulo no dia de cume
Por outro lado, confiávamos nas previsões meteorológicas para os dias seguintes que apontavam para tempo excelente e sem vento. Confiámos nas nossas próprias capacidades técnicas para concretizar a descida durante a noite e, sobretudo, sentíamos possuir ainda energias para assumir as muitas horas de acção que nos esperavam. Decidimos continuar para cima.
A foto de cume!
Eram as 18.00 quando chegámos ao ponto mais alto da face sul da montanha, um pico rochoso do qual qualquer objecto cairia, independentemente da direcção em que fosse atirado. Era o cume sul do Kapura, com 6350 metros de altitude. Tirámos algumas fotos da praxe e, 5 minutos depois, abandonámos um entalador e um mosquetão no cume da montanha e iniciámos o primeiro de muitos e muitos rapeis em direcção à segurança da nossa tenda, instalada uns 800 metros mais abaixo.
Às 3.30 da madrugada, chegámos finalmente ao colo e entrámos na minúscula tenda, que naquela altura tinha o sabor de uma mansão de luxo. Tinham passado 25 horas e 45 minutos desde que saíramos daquele local. Estávamos muito cansados, sedentos e famintos mas, também muito satisfeitos pela magnífica escalada que tínhamos acabado de realizar.
A celebração real só foi feita no seguinte dia, quando deixámos cair as mochilas no chão do campo base e atirámos para longe as botas de alta-montanha, substituindo-as pelas libertadoras sandálias.

Paulo Roxo e Daniela Teixeira
A foto da via "Sonhos Intermináveis", 1300m, 70º/ M4

terça-feira, 30 de julho de 2013

Participação no Campeonato Europeu de Bloco, Jovens - Tout a Bloc 2013

Seleção de Jovens da FPME: Mariana Jordão, João Évora, João Sousa, Ricardo Costa, Beatriz Coimbra, Ricardo Coimbra.

Realizou-se nos dias 22 e 23 de julho a 1º Prova do Campeonato Europeu de Bloco -  Jovens, integrado no programa da 20ª edição do Tout a Bloc, em L´Argientierre-la-Bessé, França. As cores nacionais fizeram-se representar por seis atletas que compuseram a seleção jovem da Federação Portuguesa de Montanhismo e Escalada (FPME), nomeadamente: Beatriz Coimbra, Mariana Jordão, João Sousa e Ricardo Coimbra do Clube de Montanha da Figueira da Foz; João Évora do Núcleo de Escalada de Soure e Ricardo Costa da Associação Os Montanheiros - Açores e, com os treinadores Alberto Cruz, António Soares, Bruno Gaspar e Francisco Crisanto.
O nível da prova, como não podia deixar de ser, foi exigente. Nas eliminatórias, a organização do evento disponibilizou oito problemas de três níveis de dificuldade em estilo contest, tendo os atletas de cada escalão uma hora e meia a duas horas para carimbar um lugar na final. O estilo de equipamento dos blocos esteve muito bem concebido onde foram apresentados blocos com diferentes tipos de presas e movimentos. Na globalidade, os tipos de presas utilizadas foram os aplats e presas cuja a forma mais adequada de fazer força era em extensão. Os planos da estrutura não eram demasiado inclinados estando ainda munidos com volumes de diferentes formas, muito ao estilo das etapas do mundial do escalão maior.
Quanto à prova em si, os países com maior representatividade nos diferentes escalões foram a França, Itália, Alemanha e Áustria. O número total de inscritos rondou as duas centenas, distribuídos pelos diferentes escalões, o que de certa forma intimidou os nossos inexperientes atletas. “Xiii, são tão grandes”, dizia a Beatriz assim que entrou em prova no escalão mais jovem - as iniciadas femininas. Temos que admitir que a ansiedade e o nervoso miudinho tomou conta dos atletas que entraram em ação logo pela manha. No entanto, com o desenrolar da prova e com a prestação nos diferentes blocos, a ansiedade deu lugar à motivação e à garra que carateriza o desempenho dos atletas mais jovens. Os rapazes, inspirados pelo desempenho da Beatriz Coimbra e da Mariana Jordão, entraram em prova mais relaxados e descontraídos, demonstrando confiança na complexidade dos blocos apresentados, faltando só, serem premiados com o desejado encadeamento. 
Os resultados obtidos foram:
Iniciadas femininas – 19º Beatriz Coimbra; Juvenis femininos – 24º Mariana Jordão; Juvenis masculinos –  26º João Évora;  Juniores masculinos 24º Ricardo Costa, 25º Ricardo Coimbra e 26º João Sousa. Em 22 países ficámos em 15º lugar na classificação geral, o que diz bem da nossa prestação neste Campeonato Europeu.
Pensamos que neste tipo de provas a diferença entre os nossos atletas com os dos países de maior expressão na escalada não é tão grande como nas provas de dificuldade. Isto leva-nos a concluir que o trabalho, dedicação dos atletas e treinadores, as infra-estruturas de treino e provas existentes em Portugal, bem como o calendário de provas regular e bem organizado, proporciona que os resultados sejam efetivos e dá-nos perspetivas para continuar a desenvolver um trabalho sustentado nas camadas jovens. Também destacamos o importante papel dos clubes organizadores de provas que, ano após ano, têm pautado pelo excelente nível organizativo, motivando atletas a competir, captando patrocinadores, criando parcerias para que a escalada de competição consiga reclamar um papel cada vez mais importante, fazendo assim, com que o reconhecimento e o apoio estatal (IPDJ) seja uma realidade.
A segunda prova realiza-se novamente em França, em outubro, onde estaremos novamente presentes e ávidos em efetuar uma boa prestação.

Atletas do CMFF com os respetivos treinadores Bruno Gaspar e Francisco Crisanto

Agradecimentos:
Câmara Municipal da Figueira da Foz
Andrea Boldrini
9A Aventura
Cidade Tipográfica 


sábado, 20 de julho de 2013

Tout a Bloc 2013 - Campeonato Europeu de Jovens


Ir-se-á realizar nos próximos dias 22 e 23 de julho o Campeonato Europeu de Jovens, integrado no programa da 20ª edição do Tout a Bloc, a realizar em L´Argientierre-la-Bessé. Desta vez, os atletas do Clube de Montanha da Figueira da Foz, Beatriz Coimbra, Mariana Jordão, João Sousa e Ricardo Coimbra irão integrar a seleção de jovens da FPME! Assim, desejamos boa sorte para a sua participação e claro, que se divirtam nesta grande experiência. 

domingo, 19 de maio de 2013

Escapadinha, Meadinha


Cinco crentes marcaram presença na curta peregrinação a um dos mais emblemáticos bastiões do nosso território – a Meadinha.  Este local, outrora tido como temerário, foi ao longo dos tempos perdendo a fama, contudo devido às ações de reequipamento e limpeza de vias, este local tornou-se mais atrativo. No entanto, a identidade manteve-se, a beleza dos diferentes largos de escalada e a exigência da escalada convivem numa harmonia desconcertante.
O fim de semana de 11 e 12 de maio foi, para três dos cinco “peregrinos” o primeiro contato e, com certeza, as suas espetativas não foram em vão. Para começar, a metereologia esteve perfeita, o que favoreceu em grande medida a escalada.
No primeiro dia, começámos por uma abordagem mais descontraída, tendo como principal objetivo adaptarmo-nos à forma e ao estilo de escalada. Escalou-se os dois primeiros largos da Escaleras al cielo, Autopista e Minhadinha.


Francisco Crisanto a admirar...



Pedro Santos no magnífico 2º largo da Escaleras al Cielo




Francisco Crisanto e João Sousa, no diedro à esquerda do 1º largo da Escaleras


João Sousa, o mais recente convertido... 



Francisco Crisanto a iniciar a Escaleras al Cielo



"Quais são os próximos planos?!"

Bruno Gaspar e Pedro Santos na 1ª reunião da Autopista

No domingo, mesmo com o corpo moído tínhamos definido que seria o dia que sairíamos por cima. Para escalar com alguma proximidade decidimos rumar até ao sector Porta Sur de los Dioses, onde se encontram vias que foram recentemente abertas, como por exemplo, a Caravela Roxa e a Toma lá Bolachas. Estas vias apesar de serem menos laboriosas a nível das passagens obrigatórias de artif, apresentam, no entanto, largos de excelente qualidade e beleza com caraterísticas de um estilo mais clássico, mas também, exigente. 

Toma lá Bolachas...
Esta via foi aberta em meados de junho de 2012, pela pareja (Daniela Teixeira e Paulo Roxo) mais ativa no que toca a abertura de vias. Consiste numa linha bastante retilínea que desemboca numa chaminé paralela à via Esperança (também aberta por esta dupla). Mas, o cartão de visita desta via consistia na resolução, no 3º largo, do passo "Alvarinho", entrada cotada de A1 pela anterior cordada, no momento da abertura. Motivados pelo prémio de uma garrafa de tão valioso nectar, Bruno Gaspar e Marco Cunha, lançaram-se a esta via na esperança de descodificar o tão famoso passo, não com a ajuda de estribos, mas sim de um saca-rolhas.

Marquinho, na saída do passo buraco logo na entrada do 2º largo

"Já resolvi um bloco em este método....será que dá?"

Bruno, a visualizar o crux Alvarinho

Marco, no 4ª largo da espetacular chaminé
Olha! Toma lá Bolachas!...
Caravela Roxa...
Via aberta por Natália Pereira, Sérgio Sá e Marco Cunha em outubro de 2011, linha bastante lógica em que a beleza de todos os largos levam a considerar ser uma das “top” de qualidade. Sem dúvida, uma via a repetir!





Após umas horas de luta e motivados pelo cansaço da jornada anterior, Francisco Crisanto e João Sousa são forçados a renunciar a saída por cima na Caravela. Ainda assim, ficam desejosos de repetir esta pérola na íntegra.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Participação na 1ª prova do Circuito FPME de Escalada de Bloco

Ricardo Coimbra, nas eliminatórias

Como tem vido a ser hábito, a localidade de Soure marca o início de temporada no que se refere às competições de escalada em bloco. Nos passados dias 27 e 28 de abril, realizou-se a primeira prova do Circuito FPME de Escalada de Bloco, promovida pela Federação Portuguesa de Montanhismo e Escalada e organizada pelo Núcleo de Escalada de Soure.
Mais uma vez, os atletas do Clube de Montanha da Figueira da Foz (CMFF) marcaram forte presença nesta competição, assegurando desde logo a primeira posição no que toca ao número de inscritos na prova, nada menos que 28 inscritos, repartidos pelos diferentes escalões!
Começando por partes...
Dia 27 – competição dos escalões juniores e seniores
As eliminatórias foram novamente providas de blocos em formato contest. Estiveram 17 problemas de dificuldade diferenciada e criatividade apurada à disposição dos atletas vindos de diferentes pontos do país. Relativamente à participação dos nossos atletas, destacam-se o primeiro lugar obtido pelo João Sousa, no escalão júnior masculino e o terceiro lugar, alcançado pelo Ricardo Neves, no escalão sénior masculino. No escalão júnior masculino, o atleta Ricardo Coimbra, também se evidenciou com a passagem à final, obtendo a sexta posição. Competiram ainda nos seniores masculinos: Bruno Gaspar, 18º, Tiago Magalhães, 20º, Francisco Crisanto, 24º, Hugo Marques, 25º e Vítor Sousa, 43º.
O resumo em fotos da participação no primeiro dia de prova:

Dia 28 – competição dos escalões infantis, iniciados e juvenis
O formato da competição do dia anterior manteve-se, eliminatórias em estilo contest e finais com 4 problemas. Neste dia, o grosso dos atletas do CMFF entrou em ação, justificando o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido no “laboratório” do Paião. A motivação, a “garra” e o enorme espírito dos nossos atletas mais jovens ficou demonstrado com os seguintes resultados:
No escalão infantis femininos, Telma Santos 14º lugar; infantis masculinos - Vitor Guardado, 1º, Guilherme Sousa, 4º, Pedro Machado, 5º, Miguel Guardado, 6º, João Ferreira, 7º, Bruno Marques, 9º; iniciados femininos - Beatriz Coimbra, 1º, Milene Masson, 2º; iniciados masculinos - Francisco Seco, 1º, Lucas Henriques 2º, André Jordão 5º e Alexandre Ribeiro, 6º; juvenis femininos - Mariana Jordão, 1º, Idília Silva, 3º e Patrícia Medina, 4º; juvenis masculinos - Rafael Henriques, 1º, Daniel Mendes, 2º, David Mendes,  4º e Rodrigo Oliveira, 6º.
O trabalho que tem vindo a ser desenvolvido no clube nestes últimos anos começa a dar os seus frutos. Nesta prova, fomos o clube mais representativo com o maior número de atletas a competirem e a alcançar mais pódios. Iniciamos pois, o ano com “o pé direito”, com ótimos resultados e muita vontade de assim continuar!

Não podemos deixar de agradecer aos nossos apoios pela fantástica colaboração e ajuda neste projeto. 
Andrea Boldrini/9A Aventura
Câmara Municipal da Figueira da Foz

A equipa dos mais jovens...